aula magna
por Luiz Roberto Guedes
o cadáver aguarda o início da aula magna o legista-mor
confabula com seus pares e das galerias pendem olhos
sobre a figura rígida anoréxica esculpida pelo rigor mortis
nada de mamas tão só mamilos ornamentais
|primeira incisão| revela seu ventre estéril nada de tripas
nada de útero atrofia típica de quem se manteve à míngua
com uma dieta de larvas álulas de libélulas pó de ossos
de lepidópteros |segunda incisão| os pulmões vitrificados
árvores de gelo a entrópica necrose da nobre víscera falência
do órgão da fala e do canto e cada corte aprofunda o espanto
se desintegra o ente antinatural |esquecido de ser| que se
deixou exaurir em fóssil vivo tácito mineral desmetaforizado
Outros poemas deste autor:
Site -
por Luiz Roberto Guedes
o cadáver aguarda o início da aula magna o legista-mor
confabula com seus pares e das galerias pendem olhos
sobre a figura rígida anoréxica esculpida pelo rigor mortis
nada de mamas tão só mamilos ornamentais
|primeira incisão| revela seu ventre estéril nada de tripas
nada de útero atrofia típica de quem se manteve à míngua
com uma dieta de larvas álulas de libélulas pó de ossos
de lepidópteros |segunda incisão| os pulmões vitrificados
árvores de gelo a entrópica necrose da nobre víscera falência
do órgão da fala e do canto e cada corte aprofunda o espanto
se desintegra o ente antinatural |esquecido de ser| que se
deixou exaurir em fóssil vivo tácito mineral desmetaforizado
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